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Em assembleia, LFF aprova proposta e abre negociação com grupo americano
Grupo espera concluir tratativas em 90 dias e, tal qual proposta do Mubadala Capital para a Libra, números poderão ser ajustados de acordo com número de adesões
GLOBOESPORTE.COM / RONALD LINCOLN JR E VICENTE SEDA
A Liga Forte Futebol (LFF) aprovou em Assembleia Geral por unanimidade a continuidade da negociação com um grupo americano apresentado pela XP, que ficou encarregada de buscar investidores para o bloco no mercado. A proposta, de acordo com pessoas que participaram do encontro, rivaliza com os US$ 900 milhões oferecidos por um percentual entre 10% e 20% da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) pelo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes.
O nome do investidor foi mantido em sigilo mesmo na reunião em função de cláusulas de confidencialidade da proposta. A assessoria da LFF informou:
"A proposta aprovada é válida para os clubes da LFF de forma independente e também para uma eventual liga única de 40 clubes, caso ocorra uma unificação. A expectativa da LFF é de conclusão de toda a negociação de investimento em até 90 dias. A LFF reafirma sua crença de que a distribuição equilibrada das receitas é o ponto de partida para criarmos uma liga forte no Brasil".
- Hoje é um dia histórico para nós, foram apresentadas propostas concretas e objetivas para investimento na formação de uma liga no futebol brasileiro, com recursos, prazos e condições especificadas. Deu conta de uma possibilidade de uma conversa com os 27 clubes que estavam hoje aqui, a possibilidade de ampliar para todos das Séries A e B, e com algum recurso para a Série C. Vamos iniciar um processo de tratativas, possibilidade de ampliação, e agregar o máximo de clubes para termos sucesso na formação de uma liga que é o nosso interesse com 40 clubes - disse Alessandro Barcellos, presidente do Internacional.
O dirigente explicou que nesta quarta-feira foi assinada uma adesão inicial, uma autorização para que as três empresas que assessoram a LFF sigam com o processo de negociação.
- Agora vamos aprofundar nas informações a partir de uma proposta inicial, com a adesão dos clubes nas suas equipes de governança. Então a adesão em uma segunda etapa será a partir de um termo que está sendo feito. São empresas que estamos preservando, mas são grandes grupos de investidores que olharam para essa oportunidade, para a seriedade do trabalho, para a divisão de recursos mais equilibrada. Tivemos uma proposta muito significativa e fizemos um termo inicial de adesão. Agora é buscar uma adesão cada vez maior, que é o nosso interesse. Cada clube assinou uma autorização a essas empresas que nos assessoram a seguir com o processo, a XP, a Livemode e a Alvarez&Marsal - completou Barcellos, que se esquivou ao ser questionado sobre valores.
Já o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, afirmou que a autorização para a negociação pela proposta atual não impede que outros investidores entrem na disputa:
- É uma reunião que consolida o trabalho de muitos meses. Entendemos ser o modelo mais igualitário. É a melhor proposta em termos de números também, comparada ao que já chegou no cenário em termos de liga no futebol brasileiro. E cabe entrar outra proposta depois melhor do que ela, o próprio contrato permite isso, não é algo que amarra, mas garante já para os clubes uma receita, uma perspectiva de investimento, e um passo de algo que julgo ser muito importante que é a criação de uma liga do futebol brasileiro. Hoje, 26 clubes assinaram, mas o desejo é que sejam os 40 das Séries A e B. Que todos possam entender que é o movimento mais justo e mais parecido com o que se tem nas grandes ligas do mundo, a La Liga, a Premier League... Temos de seguir os passos de quem já faz bem feito - disse o dirigente.
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