Cassems começa a cobrar plano de saúde de 4 mil trabalhadores e revolta equipes

Desconto no salário foi avisado em grupo de Whatsapp dos funcionários que pagavam apenas fator coparticipativo

GABRIELA COUTO E JéSSICA FERNANDES / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada do prédio do Hospital da Cassems, em Campo Grande (Foto: Arquivo/Kísie Ainoã)

“O pessoal está bem decepcionado e bravo', afirma uma das quatro mil trabalhadoras de um dos dez hospitais da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul).

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Quase 4 mil trabalhadores de dez hospitais da Cassems em Mato Grosso do Sul foram surpreendidos com a notícia de que terão o plano de saúde descontado em seus salários a partir de fevereiro, passando a contribuir com percentuais que variam de 6% a 7,5% de acordo com o número de dependentes. Anteriormente, pagavam apenas coparticipação de R. Os trabalhadores demonstram indignação e estresse com a mudança repentina de benefício, com pouco tempo para adaptação orçamental, e a possibilidade de cancelamento do plano até a próxima segunda-feira. A Cassems justifica a medida como forma de garantir benefícios como permanência no plano após aposentadoria ou desligamento.

Enfermeiros, técnico de enfermagem, administrativos e equipe multidisciplinar das unidades, contratos em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) alegam que foram surpreendidos com o comunicado de que passarão a ter o benefício do plano de saúde descontado do salário, como os servidores de Mato Grosso do Sul.

“Comunicamos que a partir da competência de janeiro/25 (salário em fevereiro) iniciaremos o desconto do Plano de Saúde Cassems conforme previsto no Item 3 no Termo de Responsabilidade e Autorização de Desconto em folha de Pagamento assinado em agosto/23, nos mesmos moldes e limites dos servidores do governo do estado, qual seja - 6% somente o titular, 7% com um dependente, 7,25% com dois dependentes e 7,50% para três ou mais dependentes', informou a Cassems via mensagem de Whatsaap para os trabalhadores.

Até então, todos os trabalhadores das equipes de saúde, com exceção dos médicos, que são contratados como PJ (Pessoa Jurídica), pagavam apenas a taxa de coparticipação de R$ 26. Mesma situação para seus dependentes.

De acordo com outro servidor, que também não quis se identificar, o problema é que há pouco tempo para realizar o ajuste nas contas. “Isso é revoltante e causa um nível de estresse desnecessário. A gente tinha o plano como benefício. Se sentia reconhecido e valorizado. E aí, do nada tiram', lamentou.

No comunicado, ainda há o pedido que aqueles trabalhadores que não quiserem permanecer no plano de saúde e ter o desconto no salário, terão que assinar o termo de cancelamento até a próxima segunda-feira (20).

Em nota, a Cassems informou que a contribuição para o plano de saúde será realizada “em paridade, com partes custeadas pelo colaborador e pela Cassems. Essa medida assegura benefícios importantes, como o direito de permanência no plano nos casos de aposentadoria ou desligamento, conforme previsto na legislação vigente'.

A reportagem procurou o presidente do Sintesaúde (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores Em Estabelecimento de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul), Osmar Gussi, mas ele não atendeu as ligações e nem retornou as mensagens para falar sobre o assunto. O espaço segue aberto.

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