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MEC contradiz prefeito de Costa Rica e diz que enviou livros ao município
Cleverson disse que não usa material do MEC desde 2022, já ministério diz que ele renovou convênio tem 6 dias
LUCAS MAMéDIO / CAMPO GRANDE NEWS
RESUMO
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O Ministério da Educação (MEC) contrariou, em nota oficial enviada ao Campo Grande Newsn, nesta quarta-feira (19), as declarações do prefeito de Costa Rica, Cleverson Alves dos Santos, conhecido como 'Delegado Cleverson' (PP), sobre o uso dos livros didáticos do governo federal na rede municipal de ensino.
De acordo com o MEC, 'a rede de ensino de Costa Rica/MS participa ativamente do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) e nunca excluiu sua adesão ao programa, ratificada em 13/02/2025. Neste ano, o município recebeu 10.500 livros'. O ministério também reforçou que 'o PNLD exige que a rede de ensino utilize, conserve e armazene os livros recebidos' e que a substituição por materiais privados não pode envolver o descarte de livros dentro do ciclo vigente.
A resposta do MEC contradiz a declaração do prefeito, que, em vídeo publicado nas redes sociais e em entrevista ao Campo Grande News na segunda-feira (17), afirmou que o município não utiliza os livros didáticos federais desde 2022. Segundo ele, a decisão foi tomada para evitar 'conteúdos ideológicos' que, segundo sua visão, deveriam ser responsabilidade das famílias, e não do poder público.
Porém, quando questionado pela reportagem sobre quais conteúdos seriam ideologizados, o prefeito não soube especificar e apenas afirmou que foram identificados por pais de alunos. Ele também disse que os livros federais não chegam até a prefeitura e, por isso, não são devolvidos.
A reportagem tentou novo contato com o prefeito nesta quarta-feira (19), mas não obteve resposta.
PNLD - O PNLD é um programa do governo federal que fornece livros didáticos gratuitamente para escolas públicas de todo o país. A adesão ao programa é voluntária, mas, uma vez feita, o município é obrigado a utilizar e conservar os materiais distribuídos. Caso decida adotar um sistema privado de ensino, a prefeitura deve arcar com os custos sem descartar os livros do MEC dentro do ciclo vigente.
O MEC reforçou que qualquer suspeita de fraude ou irregularidade deve ser denunciada via plataforma Fala.BR, reforçando que o programa segue diretrizes ambientais e sociais para a destinação correta dos livros.
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