Jurados absolvem homem acusado de matar amigo por negar pedra de crack

Lucas Osvaldo Pejara Alvarenga foi encontrado morto em uma casa abandonada em novembro de 2023

ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Marcos durante depoimento ao juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida (Foto: Murilo Medeiros)

Por maioria de votos, o Conselho de Sentença acolheu a tese de negativa de autoria e absolveu Marcos César Andrade dos Santos, 42 anos, da acusação de matar Lucas Osvaldo Pejara Alvarenga. O crime aconteceu em novembro de 2023, após uma discussão por pedra de crack e o homem passou por julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri nesta quinta-feira (20).

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Durante a sessão, Marcos alegou que era amigo de Lucas e que não o matou. Ele também contou que a vítima estava se relacionando com uma mulher casada, assassinada uma semana antes. E sugeriu que o crime poderia ter sido cometido pelo marido ou familiares dela, mas confirmou que havia dado R$ 70 ao homem, porém diz que não houve discussão.

“Eu não matei o Lucas. Ele era o meu amigo. Eu conhecia o cara, pode ter sido o marido da Gabizinha ou algum conhecido dela, mas eu não sei [...] Falei na delegacia que havia sido eu, porque os policiais queriam me matar e me pegar. Não sofri agressões, mas ameaças sim', afirmou.

A defesa do réu pontuou que ele faz uso de entorpecentes desde os 12 anos e é diagnosticado com esquizofrenia. Os advogados Irajá Pereira Messias, Isanira Maria Marchezi e Fernando Rodrigues de Lima sustentaram ainda as teses de absolvição por negativa de autoria, genérica, reconhecimento da inimputabilidade na época dos fatos, afastamento da qualificadora e reconhecimento da inimputabilidade superveniente.

Os jurados, por maioria de votos, entenderam que Marcos não foi o autor dos golpes de faca e pedra que mataram Lucas e então o juiz Carlos Aberto Garcete de Almeida assina a sentença de absolvição do homem que estava preso pelo crime.

“Diante do resultado da presente sessão de julgamento, revogo a medida de internação aplicada ao sentenciado', finaliza Garcete.

Relembre - Conforme apurado pelo Campo Grande News na época do crime, a casa onde Lucas foi encontrado é ocupada por usuários de droga. Naquela manhã, uma pessoa que não foi identificada ligou para a Polícia Militar e informou que a vítima estava morta.

Quando a equipe chegou ao local, encontrou Lucas deitado em um colchão, no quarto da casa, com a faca cravada no peito e ao lado do corpo tinha uma pedra grande, que possivelmente o suspeito usou para golpear a vítima.

Segundo o delegado Gabriel Desterro, a vítima teria sido golpeada primeiramente com a pedra ainda em pé. Depois, levou uma facada no tórax, que ficou presa no peito. O cabo da faca foi encontrado em frente à casa e aparentemente quebrou na região do tórax da vítima. O rosto de Lucas ficou desfigurado devido às agressões.

O GOI (Grupo de Operações e Investigações) prendeu Marcos dois dias após o crime. O suspeito foi localizado na residência de familiares com manchas de sangue na roupa. Ele confessou o crime, afirmando que passou à vítima um valor para comprar uma pedra de crack e consumirem juntos, porém Lucas usou a droga sozinho.

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