Com "romeiro atropelado", médicos e enfermeiros da CCR passam por treinamento

Neste sábado e domingo, profissionais receberão instruções para o atendimento de pacientes críticos

SILVIA FRIAS E MURILO MEDEIROS / CAMPO GRANDE NEWS


Profissionais que atuam em MS e instrutores no treinamento intensivo da CCR (Foto: Marcos Maluf)

Vítima de grave atropelamento, o “romeiro de Aparecida' era o centro das atenções no pátio da sede da CCRMS Via, no bairro Moreninha, em Campo Grande. “Qual o pulso?', “ele tem hemorragia em algum lugar?', questionava o instrutor do treinamento intensivo para salvamento de feridos em estado crítico em rodovia, no caso, a BR-163, via de responsabilidade da concessionária.

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O treinamento tem participação de 50 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Este, segundo dados da CCR, é o primeiro curso intensivo de suporte avançado da concessionária, com participação de equipes que atuam em rodovias pelo País.

Serão repassadas 16 técnicas diferentes de atendimento, com uso da “vítima' e de manequins realistas, orçadas em R$ 300 mil. Neste sábado, serão quatro estações, como são chamados os módulos. “Uma ensina a cortar o pescoço, outra ensina a colocar torniquete, a outra ensina a perfurar o tórax e, por último, a fazer incisões', diz o enfermeiro Juliano Roque, Gerente de atendimentos da CCRMS Via.

Roque explica que o treinamento  de hoje é totalmente focado na vítima. “A diferença de uma tomada de decisão salva vidas', diz o enfermeiro, explicando que, a cada minuto, o paciente em parada cardiorrespiratória perde de 7% a 10% de chance de sobrevida. “Hoje o número de atendimentos graves é baixo, mas este treinamento é feito para trazer ao profissional a habilidade para fazer serviço adequado'.

Médico a serviço da concessionária há 8 anos, Rafael Toshio diz que já participou de outros treinamentos, mas não dessa complexidade. “Faz diferença muito grande na hora do atendimento', diz.

Um dos palestrantes é Hugo Kenzo, cirurgião de cabeça e pescoço, que trabalha na CCR em São Paulo, sendo responsável técnico pelo rodoanel. “Nosso treinamento é para que nós possamos uniformizar o protocolo e para que todas as unidades da CCR façam o mesmo procedimento', explicou. “Existem diferentes gravidades, mas os tratamentos devem ser iguais; esse protocolo será definidor e salvador das vidas que serão atendidas'.

Outra palestrante é a emergencista em São Paulo, Gisele de Moares, coordenadora médica da CCR Sorocabana. “Tempo é vida para a vítima; quanto antes ele chegar no hospital e tiver um tratamento definitivo, isso vai ser melhor para ele sobreviver e não ter sequelas', afirmou.

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