Religião
Roger Reggiori e Gerson Corrêa assumem CONSEPAMS após turbulência
A eleição marca uma tentativa de reorganização institucional após episódios recentes que fragilizaram a condução do conselho
JORNAL O PRECURSOR / ANDERSON MORAES MOREIRA
Após um período de instabilidade interna, o Conselho de Pastores Evangélicos de Mato Grosso do Sul definiu a nova diretoria que comandará a entidade no biênio 2026–2028. A eleição marca uma tentativa de reorganização institucional após episódios recentes que fragilizaram a condução do conselho.
Entre os fatores que antecederam o novo pleito está a saída do então atual ex-presidente Wilton Melo Acosta, que passou a ser alvo de forte desgaste após condenação judicial por improbidade administrativa. Segundo decisões da Justiça, Acosta foi responsabilizado por desvio de recursos públicos da CredQuali para fins particulares e religiosos, incluindo compra de veículo e custeio de evento evangélico. O caso teve repercussão direta no ambiente interno da entidade, contribuindo para a ruptura administrativa e necessidade de nova eleição
Diante desse cenário, a nova diretoria foi eleita com a proposta de reconstruir a credibilidade do conselho e restabelecer sua atuação institucional.
À frente da entidade está agora o bispo Roger Reggiori dos Santos, de Campo Grande. Além de assumir a presidência do conselho, ele é líder da IGREJA EVANGÉLICA APOSTÓLICA DOZE e também atua como empresário.
Outro nome de destaque é o 1º vice-presidente, pastor Gerson Corrêa da Silva, de Dourados, reconhecido como líder da igreja HEBROM – UMA FAMÍLIA COM PROPÓSITO em Mato Grosso do Sul. Gerson também já presidiu o conselho de pastores de Dourados, o que reforça sua experiência na articulação entre lideranças religiosas e amplia seu peso dentro da nova diretoria estadual.
A COMPOSIÇÃO FICOU DEFINIDA DA SEGUINTE FORMA:
Presidente: Roger Reggiori dos Santos (Campo Grande)
1º Vice-presidente: Gerson Corrêa da Silva (Dourados)
2º Vice-presidente: Daniel Souza Brito (Bataguassu)
3º Vice-presidente: Carlos José Storki de Deus (Nova Alvorada do Sul)
4º Vice-presidente: Jorcemiro Aparecido da Silva (Nova Andradina)
5º Vice-presidente: Elias Longo Junior (Campo Grande)
Na parte administrativa:
1º Secretário: Dirceu Mathias de Oliveira Junior
2º Secretário: Daniel Delvechio Moreira
Secretário Executivo: Malquiel de Camargo
1º Tesoureiro: Ellen Barbosa Lopes de Melo
2º Tesoureiro: José Correia Salgado
Também foram definidos o conselho fiscal e o conselho de ética, reforçando a necessidade de maior controle interno após os episódios recentes.
REPRESENTATIVIDADE ESTADUAL AMPLIADA
Um dos pontos de destaque da nova composição é que a diretoria passa a contemplar 9 municípios de Mato Grosso do Sul, reunindo lideranças de diferentes regiões como Campo Grande, Dourados, Bataguassu, Nova Andradina, Nova Alvorada do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Corguinho, Rio Verde e Aparecida do Taboado.
A diversidade geográfica indica uma tentativa clara de descentralizar as decisões e ampliar a representatividade do conselho em todo o Estado, fortalecendo a conexão com igrejas e lideranças do interior.
AUDITORIA
Diante do cenário deixado pela gestão anterior, a nova diretoria deverá adotar como primeira medida a realização de uma auditoria completa nas contas, contratos e atos administrativos da entidade antes do início efetivo das atividades.
A iniciativa busca garantir transparência, identificar eventuais inconsistências e estabelecer um ponto de partida seguro para a nova gestão. A medida também é vista como essencial para recuperar a confiança entre os membros do conselho e evitar novos desgastes institucionais.
MOMENTO DE RECONSTRUÇÃO
A nova diretoria assume com a missão clara de reorganizar o conselho e recuperar sua credibilidade. A crise anterior expôs fragilidades na condução institucional e evidenciou a necessidade de maior rigor administrativo e transparência.
Historicamente, o CONSEPAMS exerce papel relevante na articulação entre lideranças evangélicas e também na interlocução com o poder público. Por isso, a recomposição da diretoria é vista como estratégica não apenas para o meio religioso, mas também para o cenário social e político de Mato Grosso do Sul.
MANDATO
O mandato segue até abril de 2028, período em que a atual gestão será testada na capacidade de pacificar o ambiente interno, implementar medidas de transparência e reposicionar o conselho como uma entidade ativa, organizada e representativa.
