Demora em UPA Leblon: 4h de espera - Campo Grande News

Segundo a Sesau a unidade de saúde estava com "quantitativo adequado para suprir as necessidades do plantão'

GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Aline Cescede, de 36 anos, teve de esperar mais de quatro horas para ver sua filha, de 14 anos, conseguir ser atendida. Em meio a revolta com a demora, a mulher percorreu a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon e se deparou com salas totalmente vazias.

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Aline Cescede, de 36 anos, enfrentou uma espera de mais de quatro horas na UPA Leblon para que sua filha de 14 anos recebesse atendimento médico após apresentar febre e vômitos. Apesar de a unidade estar com salas vazias, a mãe relatou que a filha, além de estar doente, sofria com crises de ansiedade devido à longa espera. Mesmo após conversar com um médico, a adolescente só foi atendida por volta das 3h da madrugada, e ambas deixaram o local após as 5h, frustradas com a situação e a falta de atendimento adequado.

Conforme relatado, a mãe foi junto com a filha buscar atendimento após a adolescente ficar com febre e começar a vomitar várias vezes. Ao chegar na Upa, não demorou muito para que a menina fosse chamada. Porém, o problema começou enquanto aguardava ser chamada pelo médico.

“Deu 00h, deu 1h e eu só aguardando. Minha filha que estava passando mal, ela também estava tendo crise de ansiedade por conta da demora. Perguntava para a recepcionista e ela só falava que os médicos estavam atendendo os mais graves. Na listinha da escala dos médicos só tinha até às 19h', contou a mulher.

Com o passar das horas, muitas pessoas foram sendo chamadas com um longo espaço de tempo. Porém, Aline e sua filha tiveram que permanecer aguardando. Em certo momento ela chegou a falar diretamente com um médico, mas mesmo assim sua filha não foi atendida de imediato.

“Chamavam outra pessoa, mas não chamavam a gente. Teve pessoas que até passaram na frente de um idoso. Quando o médico ia chamar a minha filha, ele disse que ia ter que ir embora,  mas que o amigo dele [outro médico] estava chegando para atender ela. Ele disse que já tinha dado o horário dele', contou.

Por volta das 3h da madrugada, a adolescente conseguiu ser atendida. Por precisar tomar soro e realizar alguns exames, mãe e filha só foram embora depois das 5h da manhã. “Eu filmei de tanta raiva que me deu'.

Procurada pela reportagem, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que “às 23h, o censo da UPA Leblon indicava apenas 7 crianças aguardando atendimento pediátrico, enquanto a unidade contava com 7 clínicos gerais e 5 médicos em escala para atendimento infantil, quantitativo adequado para suprir as necessidades do plantão'.

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