A senadora Tereza Cristina (PP) resiste à pressão e mantém candidatura ao Senado, mesmo com veto da Federação União Progressista e investida do Partido Libera (PL) na candidatura de Rogério Marinho (PL-RN). Porém, não deve ter vida fácil.

A rede social da sul-mato-grossense está sendo invadida por apoiadores da candidatura de Rogério Marinho. Ela trabalha para ser alternativa, mas por enquanto é alvo do grupo mais extremista do PL, que a acusa de atrapalhar a direita no Senado.

A senadora enfrenta uma onda de comentários na rede social, com pedidos para que desista. Alguns chegam a dizer que ela está dividindo a direita, favorecendo o atual presidente do Senado, David Alcolumbre (União), apoiado pela federação dela e pelo grupo ligado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tereza anunciou ontem que mantém o sonho de presidir o Senado e não desistiu, mesmo descartada pelo próprio partido e pelo PL, onde esteve lado a lado defendendo a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para presidência.

A senadora conversou com Rogério Marinho nesta semana, mas não aceitou desistir e continua a articulação, com expectativa de que possa ser escolhida caso tenha mais chances de derrotar David Alcolumbre. Eles combinaram de não se enfrentar e de cobrar voto aberto na disputa.

O partido de Tereza, o PP, está dividido. Ela e Guilherme Derrite (PP-SP), não devem votar em Alcolumbre. O partido tem seis cadeiras no Senado.

A reportagem antecipou, com exclusividade, durante agenda de Flávio Bolsonaro em Campo Grande no início do ano, que Tereza não queria ser vice e desejava a presidência do Senado. Ela confirmou oficialmente dias depois e tem investido neste sonho. Porém, foi barrada pela União Progressista e não está sendo abraçada pelo PL, que quer o comando por ter conquistado 29 cadeiras.